Com apenas 12 anos, ginasta potiguar coleciona títulos na modalidade

Aos 6 anos de idade Maria Eduarda Miranda foi diagnosticada com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDH) e os pais Heider Miranda e Andréia Texeira, perceberam que a menina que era bem agitada em casa levava jeito para a prática de esportes, e foi assim que ‘Dudinha” enveredou na ginástica rítmica. Os treinamentos começaram no colégio, até que a técnica da menina, Gilmara Lira, resolveu montar um associação do esporte em Natal, Associação de Ginástica de Natal (Aginat), com o apoio dos pais da atleta.

O sucesso não veio a toa, a atleta tem uma rotina rigorosa, só possui uma folga na semana, e treina ginástica de 3 a 4 horas por dia, Dudinha também faz diariamente 1 hora de aula de balé para aperfeiçoar os movimentos.

De acordo com a técnica, desde cedo Dudinha se destacou na modalidade. “Ela era muito habilidosa, tinha muita flexibilidade, e pegava muito rápido as coreografias, mas o principal é que ela sempre foi muito boa com os aparelhos”, diz.

Em 2014, a atleta foi campeã do regional do Nordeste na categoria pré-infantil em João Pessoa, na Paraíba. Em 2016 Dudinha trouxe mais títulos para casa dessa vez foi campeã no Estadual Infantil, depois conquistou a medalha de bronze no Campeonato Brasileiro na categoria infantil em Manaus. No ano seguinte a ginasta foi campeã brasileira na categoria infantil nos aparelhos arco e bola, em Vitória, no Espírito Santo, a atleta também e conquistou o título individual geral e no aparelho maças no Pan-americano de Clubes em Rosário na Argentina.

A atleta acaba de voltar do 27º Torneio Internacional de ginástica na cidade de Portimão, em Portugal. A potiguar competiu com 40 atletas entre americanas, russas, israelenses e europeias. A ginasta conseguiu conquistar vaga para disputar a final em todos os 4 aparelhos que competiu, ficando entre as oito melhores.

“O torneio em Portimão foi muito marcante para mim, eu estava entre as melhores 40 melhores atletas do mundo, todas eram muito boas”, relatou Dudinha.

Sem apoio, os pais da ginasta tiram do próprio bolso o dinheiro para as viagens e estadia da menina e sua equipe nas competições.

“A gente não tem apoio de ninguém, tudo sai do nosso bolso”, desabafou o pai da menina.

Maria Eduarda não é a única nesta situação, na própria associação em que treina há muitas meninas de talento que não conseguem ir mais longe na carreira por falta de apoio. Cerca de 150 atletas treinam na Aginat e em seus polos. Além de Dudinha, um dos destaques da associação é a atleta Cídia Luana, de 12 anos, a menina ganhou medalha de bronze no Campeonato Brasileiro em 2017.

Agora Duda se prepara para o Campeonato Estadual e Brasileiro no segundo semestre deste ano, em 2019 ela pretende participar pela segunda vez no Torneio de Portimão, a ginasta pretende ir mais longe e conquistar uma vaga no Mundial da Rússia em 2019.

Agora RN

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