Gás de cozinha: revendas levarão de 15 a 21 dias para normalizar

O abastecimento das revendas de gás de cozinha deverá ser normalizado no prazo de 15 a 21 dias. A informação foi dada pelo presidente do Sindicato dos Revendedores de GLP (Singás-RN), Francisco Correia dos Santos.

De acordo com ele, a distribuição está sendo retomada, mas muitas revendas ainda estão sem o produto para comercializar. Ele estima que das 800 empresas que comercializam GLP no Rio Grande do Norte, somente 110 têm gás para revender. Dessas, 35 “estourando” ficam em Natal.

O presidente do Singás alertou para a necessidade de que a população evite comprar botijões para estocar. Segundo ele, se os consumidores comprarem gás somente para repor o necessário, isso dará tempo ao mercado para se recompor dentro do previsto.

Do contrário, caso a população promova uma corrida às revendedoras (como ocorreu semana passada), a reposição do produto para níveis normais levará até dois meses.

O GLP que abastece o Rio Grande do Norte provém de três cidades diferentes. 50% é oriundo de Guamaré, RN; 25% de Suape (PE); e 25% de Fortaleza (CE).

Na terça-feira,95% das revendedoras de gás de cozinha em Natal e Região Metropolitana estavam sem o produto. Das 270 lojas autorizadas para venda de gás de cozinha que a capital possuí, apenas 15 tinham o produto.

Na região Agreste, cidades estavam completamente sem gás

Francisco dos Santos explicou que com o fim dos bloqueios nas estradas do Rio Grande do Norte, a situação melhorou um pouco. Com o fim das interdições na BR-101, as carretas que estavam retidas puderam entregar o produto. E semana, passada, com a liberação da BR-406, o gás que vinha de Guamaré conseguiu chegar a Natal.

O presidente do Singás explicou que a pior situação no Rio Grande do Norte foi registrada na região Agreste do estado. Segundo ele, chegou ao ponto de cidades ficarem completamente desabastecidas. “Monte Alegre estava zero. Brejinho, zero. Caguaretama, zero. O pior era o agreste”, informou.

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