José Agripino elogia greve e critica governo Temer e política da Petrobras

O senador potiguar José Agripino, do Democratas, criticou a “falta de sensibilidade” do Governo Federal de reconhecer que a política de preços trabalhada pela Petrobras estava prejudicando os caminhoneiros e poderia levar a uma crise como a que o país vive atualmente, com a paralisação da categoria. As declarações foram dadas nesta quarta-feira, 30, em entrevista a 96fm.
“Faltou sensibilidade para a equipe de governo entender a importância de um acordo de governo ter sido firmado há mais tempo com os caminhoneiros, que vinha apresentando essas reivindicações há um mês”, afirmou o senador José Agripino, acrescentando, claro, que o problema começou ainda na gestão passada, do PT.

“A Petrobras está quebrada, foi quebrada pelo governo o PT. Falida. E a forma encontrada para recuperar a estatal foi essa política de preços que produziu uma injustiça com os caminhoneiros. O governo, mesmo que tardiamente, reconheceu e recompôs o preço”, avaliou Agripino, acrescentando que a política de preços da estatal, baseada na flutuação do preço externo, não pode ser uma prática livre, pelos impactos que ela causa na economia nacional.

“Não se pode um bem de mercado, que é a Petrobras, que pode prejudicar uma categoria que, em legítima defesa, pratica um movimento que termina por prejudicar toda a sociedade”, avaliou o senador potiguar. “A recuperação da Petrobras era importante sim, mas menos importante que a capacidade dos caminhoneiros de rodar e gerar toda uma atividade econômica que estava sendo gerada”, acrescentou.

José Agripino também disse entender a manifestação dos caminhoneiros, mas fez um apelo que a categoria volte ao trabalho. “Os caminhoneiros precisam entender que os 46 centavos foram encontrados como medidas de solução e é preciso que eles colaborem com o Brasil”, pediu o senador, ressaltando, também, que tem havido utilização política dessa manifesto. “Uma pequena parcela está se aproveitando politicamente da movimentação e prejudicando a sociedade”, disse.
Por Ciro Marques

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